Dev – Escape de Blackheart #1

Este jogo é uma renovação de um jogo que fiz aos 14 anos para jogar com meus amigos. Originalmente ele tinha como temática o mangá Dragonball Z, onde os jogadores encarnavam personagens da série e lutavam entre si para conseguir juntar as 7 esferas do dragão e ser o primeiro a derrotar o último inimigo.
Naquela época, fiz o jogo sem planejamento nenhum. Simplesmente inventei algumas regras e fiz as peças e o tabuleiro. Não sei se foi sorte, mas elas funcionaram, pois o jogo era muito divertido e o pessoal vinha em casa pedir para jogar. Apesar de atingir o objetivo diversão, eu já sabia que o jogo tinha dois grandes problemas. A primeira é que era muito comum que quem derrotasse o último inimigo não necessariamente tinha todas as esferas -uma das condições de vitória. A solução que criei na época foi estender o jogo para um segundo tabuleiro que serviria para o desempate. Porém o sistema de desempate gerava o segundo e pior problema: os NPCs poderiam vencer o jogo, frustando os jogadores que não esperavam por isso.
Quando resolvi retomar o projeto, tinha esses defeitos muito claros em mente. A primeira providência foi definir que o jogador que vencesse o inimigo final, não precisaria ter todas as chaves em mãos, pois cada chave passaria a ter um número, e esse número deveria corresponder ao que seria sorteado no final. Dessa forma consegui manter a busca e acumulação das esferas que havia no anterior, sem deixar que isso impedisse a vitória. Porém, como consequência desta regra tive de criar outra: se o jogador que derrotou o inimigo final não possuísse a chave com o número sorteado, ele ficaria naquela casa até a rodada em que sorteasse o número certo. Assim ele se tornaria o inimigo final para os jogadores que o alcançassem. Essas são regras estranhas, e que as pessoas demoram a entender. Pensei várias vezes em mudá-las, mas fui percebendo que elas dão uma grande emoção no final do jogo, portanto sinto que foi uma decisão feliz.
Como no jogo original, não havia feito nenhuma outra análise, não sabia o que mais havia de bom ou ruim nele, portanto fiz o primeiro protótipo da nova versão praticamente igual ao anterior acrescentando apenas a regra do final e algumas bifurcações no caminho que antes era linear. Agradeço imensamente ao pessoal que participou naquele dia! A discussão foi muito rica e fundamentou as bases de todo o desenvolvimento.

Primeiro teste!
Primeiro teste!

Leave a Reply