DEV – The Rotfather: Contrabando

Nestes últimos meses fiquei um pouco longe daqui por conta de estar mais ocupado com os desenvolvimentos dos produtos em si e também do meu mestrado em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Um dos projetos que vem tendo uma repercussão bem interessante é o The Rotfather: Contrabando. Desde que o protótipo bem acabado foi apresentado na BGS em outubro do ano passado, várias pessoas mostraram interesse, e desde então pudemos jogar muitas vezes e principalmente corrigir pequenos detalhes que melhoram a experiência geral.

Uma das coisas muito interessantes que está acontecendo, é que este jogo está sendo usado como parte da pesquisa do Giordano Nunes, mestrando em Mídia e Invação pela NHTV, na Holanda! A Prof Dra Mônica Stein, ao ir para lá fazer seu Pós Doc, levou também uma cópia do jogo. Eles estão pesquisando as melhores “portas” para um universo transmídia. Assim, a pesquisa está vendo as diferenças de reações que surgem ao apresentar primeiro o jogo e depois os demais produtos da franquia, e quais as reações quando o inverso é feito. Para mim, o mais legal é saber que tem pessoas na Holanda jogando meu jogo, e saber que estão gostando! É muito bom receber os feedbacks, principalmente por que muitos dos testers foram estudantes ou professores de Game Design dessa universidade!

Em terras brasileiras, o que aconteceu de legal também, foi que consegui preparar uma expansão para o jogo base, que permite jogarem até 10 jogadores! É bem difícil juntar tanta gente, mas já conseguimos jogar com 7 e com 9, e foi bem divertido! Basicamente a expansão acrescenta algumas regras que seriam difíceis de aplicar com menos jogadores, por conta da natureza dedutiva do jogo. Por exemplo, consegui dividir a responsabilidade do Kane em distribuir açúcar, com a entrada da Laura, mas ao passo em que alivia um pouco, também dificulta ai eliminar a possibilidade de comprar cartas de açúcar do monte. Consegui colocar outro detetive na história, para fazer uma dupla. Consegui colocar objetivos específicos de alguns personagens, e consegui acrescentar cartas de poderes especiais, sem quebrar a mecânica principal! Isso tudo me deixou bem animado, e espero conseguir testar mais vezes para saber se realmente está legal. Uma das regras que ajudou bastante também, foi uma modificação nas cartas de tempo. Antes elas só serviam para marcar as rodadas, e geralmente a pessoa que deveria cuidar acabava se esquecendo de virá-las. Nessa expansão, para ajudar a clarear um pouco as informações, algumas cartas de tempo exigem que as trocas entre jogadores sejam feitas abertas para todos verem. Isso causa uma tensão, que faz com que ninguém esqueça de virar a carta de tempo.

O jogo base está bem legal, e consideramos ele praticamente finalizado. Queremos rever algumas coisas na arte das cartas, mas acho que logo deveremos tentar produzi-lo!

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