Dev – The Rotfather: Máfia #2

Nesta semana fiz alguns playtests solo da versão nova do The Rotfather: Máfia. Esta versão tenta explorar um pouco melhor a criação de um império mafioso, inspirada nos esquemas que eram feitos nos primeiros anos da Lei Seca nos EUA. No jogo os jogadores devem adquirir estabelecimentos comerciais e propriedades e então utilizá-las para montar um esquema de contrabando, venda de açúcar e lavagem de dinheiro. Cada jogador pode montar sua própria estratégia, mas em alguns momentos eles acabarão tendo conflitos de interesses e disputas de território. Já descrevi melhor como o jogo funciona num post anterior, clique aqui para conhecê-lo. Esse primeiro protótipo ainda está sem o tabuleiro e outras coisas que são mais acessórias nesse momento.

Eu tinha certeza de que o jogo não estaria bom ainda, mas sinceramente fiquei um pouco mais decepcionado do que esperava. Acho que o primeiro problema foram os custos. O dinheiro inicial, de 4 moedas está muito baixo ou os custos para comprar as primeiras propriedades estão altos. Com isso, os jogadores não conseguem comprar tantas propriedades quanto querem, e como consequência, a etapa de executar Ações é prejudicada. As Ações exigem justamente os atributos provenientes das propriedades, e por sua vez fornecem dinheiro e reputação, que são o que o jogador precisa para comprar novas propriedades. Portanto os custos estão quebrando esse ciclo. Com as propriedades caras, as Ações ficam muito difíceis de se conseguir, minimizando muito as opções de escolha e estratégia. Surgiram momentos longos de análise para tentar fazer alguma jogada útil. Veja bem, não para fazer a melhor jogada, mas alguma que pelo menos desse uma vantagem. Talvez melhorando os custos isso se reduza, mas acho que em parte essa análise tem origem nas próprias mecânicas escolhidas, o que não exatamente ruim.

Em contra partida, sinto que andamento do jogo está bem melhor. Está muito mais rápido que a versão anterior, e acredito que será mais rápido ainda com todos jogando ao mesmo tempo, que é o objetivo.  A mecânica, por si só, ainda não traz muito da sensação de Máfia -está mais parecido com um 7 Wonders- mas acredito que quando a temática e a arte entrarem vai ficar tudo bem amarrado.

Existe menos interação direta entre os jogadores, coisa que na versão anterior acontecia muito, porém ainda é possível atrapalhar e explorar seus adversários. Na versão anterior, a possibilidade de combate a qualquer momento, fazia com que ninguém se sujeitasse a pagar qualquer valor para um adversário. Já nessa versão esse “comércio” acontece muito mais, criando uma sensação amarga, (no sentido positivo para a experiência) de ter que pagar um adversário para poder executar alguma ação mais cara. Para finalizar, ainda preciso definir melhor algumas coisas como a regra para conversão de recursos; quantas vezes um tile de propriedade pode ser utilizado; quando começa e termina uma rodada, já que as ações são simultâneas. Enfim, apesar de um pouco frustrado por não ter ficado tão bom quanto gostaria, sei que ele ainda está só no começo e percebo que ele tem bastante potencial!

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