Games e Educação

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Durante estas semanas desde o último post, tenho trabalhado em várias coisas simultâneas. Comecei a participar do Game Design do jogo digital do The Rotfather, estou fazendo protótipos e testando o The Rotfahter: Máfia que é o jogo de tabuleiro que descrevi nas ultimas postagens, orçando e planejando uma campanha no Catarse para lançar os card games que levamos na BGS, fazendo mais etapas do processo seletivo para o mestrado, e além disso também venho conversando com um pessoal de Blumenau, que trabalha com jogos educativos! E era um pouquinho mais sobre isso que queria falar hoje.

Embora a seção Game Design desse portfólio atualmente esteja só com jogos analógicos, a minha experiência profissional é principalmente com jogos digitais educativos. Foi isso que eu fiz durante os últimos anos, e é uma coisa da qual gosto muito. De certa forma, foi muito bom ficar um pouco longe disso durante esse ano, pois me deu espaço para tocar projetos mais livres, mas ao mesmo tempo também ajudou a reascender um pouco desse carinho por jogos que tenham um propósito maior, que possam fazer alguma diferença na vida das pessoas. Eu ainda guardo essa utopia, essa motivação inicial que me levou a procurar trabalho na MStech, e intensificar a produção de objetos de aprendizagem lá. Voltar a pensar em jogos nesse contexto traz de volta boas lembranças e me ajuda a perceber o quanto de experiência adquiri.

Lembrei, por exemplo, do Plantô! Um jogo para dispositivos móveis que acho que não chegou a ser finalizado, depois que eu saí, mas que foi um projeto muito interessante. Primeiro por que a ideia dele saiu de um exercício interno para achar e treinar um Game Designer na própria equipe. Então o jogo foi fruto de uma atividade despretensiosa a princípio, mas focada no balanço certo entre aprendizagem, jogabilidade e diversão, como um bom jogo educativo deve ser. O João Paschoal, veio com essa ideia que era um tipo de tamagochi com tower defense, onde você deve criar, cuidar e evoluir uma planta. Não fazia parte do plano original produzir a proposta, mas como houve oportunidade, tentamos levar para frente. Assim como em 2010, quando o Edamatsu e eu fizemos os primeiros Jogos da Memória nos nossos tempos livres, também o Plantô!, já em 2015, foi feito em paralelo às atividades oficiais. Por isso, a gente aproveitou para testar uma metodologia de produção um pouco diferente, mais ágil e colaborativa, onde todo mundo que estava envolvido no core do jogo dava opiniões e ficava por perto, e os professores, como não podiam participar full-time, davam uma assessoria nos conteúdos e textos, tirando dúvidas e validando ideias, mas sem a responsabilidade de decidir todas as interações ou escrever todos os textos, por exemplo. Para finalizar, fizemos um protótipo com a arte bem acabada, e fizemos uma série de playtests internos, coisa que raramente acontecia. Isso revelou alguns pontos a melhorar e deu novos insights de como a experiência poderia ser otimizada. Como sempre, você não sabe nada sobre seu jogo até testá-lo.

O jogo ainda precisava de refinamento, mas infelizmente as coisas estavam mudando bastante e não dava mais para continuar essa produção paralela. Mas mesmo assim, é um dos projetos que me lembro com carinho, talvez por ter sido o último em que me envolvi mais, mas também por ter trazido de volta a vontade de trabalhar diretamente com Game Design, e de uma forma que o jogo e a aprendizagem andem juntos.

Tela de abertura do Plantô!
Tela de abertura do Plantô!

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