Retrospectiva 2015

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Sempre que chegamos nessa época, gosto de relembrar os acontecimentos. Este ano, em particular, foi um ano muito especial para mim, por isso pensei em registrá-lo aqui de forma mais detalhada.

Para quem deu uma passadinha na página “Sobre” aqui do site, já sabe que me mudei para Florianópolis a quase que exatamente um ano, em Dezembro de 2014. Foi uma mudança bem grande, pois saí de um emprego onde estava bem estabelecido, tranquei a especialização em Game Design, saí de um apartamento e de uma cidade em que já morava a muito tempo, e do estado onde sempre vivi, fiquei mais longe da família e dos amigos de tanto tempo. Não imaginei que mudar de estado fazia tanta diferença, mas faz! Vim para Floripa para acompanhar a minha esposa no início de seu novo emprego. Vim sem nenhuma proposta de trabalho, mas com o foco de me reencontrar profissionalmente. Por isso este ano foi cheio de desafios e aprendizado.

Nos primeiros meses, a atenção estava dividida em me adaptar à cidade, conhecer as oportunidades daqui e terminar projetos pessoais que a tempos queria concluir. Acabei me distânciando dos projetos digitais, pois conseguia avançar mais nos analógicos, por conta própria. Assim, terminei as ilustrações do Fighting Frames, e completei o projeto. Imprimi e dei a cópia do Victor, para quem criou o jogo.
Fechei uma identidade visual mais coesa para o Blackheart e fiz várias ilustrações para ele. Foi um trabalho extenso mas muito divertido de fazer. Acabei não terminando, pois resolvi que vou mudar o jogo haha. Ele é uma ideia muito antiga, e queria deixá-lo mais atual.
Finalmente fiz o MUTO do jeito que sempre imaginei, com as peças impressas em 3D! O protótipo atual ainda tem um problema sério no encaixe do core, mas pelo menos já me permitiu jogá-lo muitas outras vezes e com várias pessoas. Eu gosto muito desse jogo, e fiquei feliz de perceber que os outros gostam também!

Acredito que também fui incentivado a focar mais nos jogos analógicos por conta da existência da Dragon’s House, uma loja de jogos de tabuleiro aqui na cidade. Frequentando a loja, além de aumentar a minha coleção, pude também conhecer o Lukita, Fabian, Ramon, Moisés, Felipe, e outros integrantes do OnBoardBGG, um dos sites mais populares e influentes do hobby no país!

Ao mesmo tempo, conheci o pessoal do curso de Jogos e Entretenimento Digital da Univali, e frequentei algumas atividades lá, principalmente em função da Bienal de Design, que neste ano foi aqui na ilha! Que sorte hein? Também por conta da Bienal,  assisti a uma palestra sobre animações em Santa Catarina, onde conheci o trabalho do Belli Studio, de Blumenau, e o projeto The Rotfather, sendo apresentado pela Mônica Stein, professora da UFSC. Ela estava focando mais na série de animação, mas também falou sobre os outros produtos da linha, inclusive o jogo digital do qual agora faço parte. Resolvi esperar para conversar com ela após a apresentação, e naquele mesmo mês já estava participando do grupo G2E me envolvendo com as ideias para jogos de tabuleiro!

Neste ano, finalmente fui ao BIG – Brazilian Independent Games Festival em SP. Senti na bolso o preço da distância e de estar fora do eixo RJ-SP! Gostei muito do evento e de reencontrar os amigos da M.Gaia e da Big Green Pillow. Porpem o mais interessante, foi ter conhecido mais desenvolvedores de Floripa em alguns dias em SP do que em 6 meses em SC! Todos com projetos muito legais como o Gryphon Knight Epic, que saiu para XBOX nesse ano, os jogos da Cat Nigiri, o Perônio Pop-up Book, e o Alexandre Chaves, criador do Moon. Na mesma época também Participei do Anime Friends e consegui jogar o MUTO com o Cristiano Cuty, da Conclave, que me deu um feedback positivo!

Se o primeiro semestre serviu para fazer contatos e concluir projetos antigos, o segundo foi para criar amizades e iniciar projetos novos. Esses contatos do primeiro semestre, além de se tornarem amigos ao longo do tempo, também me abriram algumas oportunidades interessantes, como as palestras sobre jogos de tabuleiro modernos que fiz na Univai e na Imaginarium em setembro. Com um empurrão do Lukita, também criamos um grupo para desenvolvedores de jogos de tabuleiro de SC, que ainda é pouco movimentado, mas me permitiu, dentre muitas outras coisas, testar em primeira mão o Grasse, da Bianca e do Moisés, que sairá pela Ludofy no ano que vem e conhecer o Quissama, do Ricardo Spinelli, de Blumenau, que saiu agora pela Ludens Spirit.

E falando em Blumenau, desde Outubro venho conversando com o pessoal da Playtable, e agora estamos trabalhando em alguns jogos educativos para a mesa digital deles, que devem sair no ano que vem. Um deles será a versão digital do Meu Jardim!

Também em outubro, fui pela primeira vez, para a BGS (que sempre quis ir mas desistia por conta do trabalho) e já fui como expositor! Lá, apresentamos o The Rotfather: Contrabando e o The Rotfather: Intrigas, que fizeram o maior sucesso. Tive chance de conhecer o pessoal da Galápagos e participar do 6º Encontro de Board Games São Paulo! No final, essa ida para São Paulo está me rendendo agora conversas sobre publicação dos meus jogos com duas editoras! Olha que legal!

E para fechar esse ano muito bom, recebi antes de ontem a notícia de que fui aprovado para entrar no Mestrado em Mídia e Conhecimento da UFSC! Uhul!

Ufa! Agora é curtir uma folga pra que 2016 seja melhor ainda!

 

 

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